Entre os Otakus, é quase unânime que a qualidade de um mangá é sempre superior a sua produção animada. No entanto, nem sempre é assim.

Um mangá só se torna anime no Japão após conseguir arrecadar uma enorme quantidade de dinheiro em pouco tempo, tenha um público grande e o principal, um lugar no horário de TV apropriado. Vendo isso, é óbvia a motivação de produtores ao fazer o anime: Dinheiro.

“Mas isso é óbvio”, você deve pensar. E realmente é! As escolhas dos produtores, quase sempre irão gerar mais dinheiro para eles do que de outro modo. No entanto, isto sempre irá afetar a qualidade do anime. Mas em que aspectos? Existem principalmente dois tipos de cenário em uma adaptação Mangá-Anime:

1 – O mangá inacabável

Este é aquele mangá que está no número duzentos e vinte e alguma coisa quando decidem lançar o anime. Mas, mesmo estando em um capítulo tão longe, o mangá ainda não acabou. Este cenário é um dos piores imagináveis, e, neste caso, é consenso absoluto que o anime irá se sair mal.
Quando um anime começa, seus episódios normalmente englobam de um a três capítulos do mangá, que tem em torno de 17 páginas cada um e são lançados semanalamente (período também do anime). Logo, então, o anime irá alcançar o mangá. Os produtores se encontram então com duas escolhas: Parar a exibição do anime, ou fazer Fillers, que é conteúdo inventado exclusivamente para o anime, normalmente sem intervenção do autor. Ou seja, pessoas que não entendem fazendo o trabalho do autor. O resultado, em 90% dos casos, são episódios medíocres e sem sentido, que não se encaixam no contexto ou na história corrente.

naruto

Naruto: Mais fillers que episódios de verdade em uma certa época do anime.

Esta ação por parte dos produtores de anime enfurece os fãs de verdade, que desejam, mais que nunca, ver o mangá que tanto gostam animados fielmente, e são obrigados a engolir balela somente para saciar a sede de grana dos produtores. Vamos ao segundo exemplo, o mais trágico dos dois.

2 – O mangá está completo e finalizado antes mesmo da produção do Anime

Este é o caso mais trágico, pois na maioria das vezes, ainda assim, a animação não é fiel ao mangá. Os motivos são desconhecidos para nós meros mortais terráqueos, mas se fosse para chutar, eu iria chutar em dinheiro.
O que acontece normalmente é que o anime ainda, mesmo com o mangá completo, possui Fillers! Ou personagens novos, exclusivos do anime, ou mudanças no final, ou mudanças no enredo, história ou qualquer outra diferença feita pela equipe por algum motivo estranho.

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Love-Hina: Personagens novos, histórias toscas e segunda temporada sem noção. Exclusividade do anime.

Eu não entendo o por quê da necessidade desta publicidade negativa de um estúdio somente para arrecadar mais uns trocados. Mas, se isto funciona e as pessoas continuam assistindo, é sinal de que funciona e dá grana. Mas, como alguns já devem ter comentado consigo mesmos, a maioria destas pessoas que se satisfaz com um anime que se separa do mangá é geralmente porque ele próprio não leu o mangá, e acha que tudo está nos trinques. No entanto, para nós, mais informados otakus, quando começamos a assistir ou ler alguma coisa, já procuramos as outras formas de mídia, além da, claro, mídia original (onde 80% dos casos é mangá ou livros). É irônico que os fãs mais dedicados são os mais preudicados. Infelizmente, a era da superinformação é uma bênção-maldição…

Claro que nem tudo é assim! Existem muitos animes completamente fiéis, existem aqueles animes que são feitos com ajuda do autor, o que garante uma renovada interessante, existem, inclusive, fillers bons (estes espécimes são extremamente raros, só são encontrados nas grandes savanas afora). Mais raros ainda, são os animes melhores que os mangás originais, que são pouquíssimos, mas existentes.

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Samurai Champloo: Mangá deplorável, anime excelente (pelo menos no começo)

Obviamente, o contrário de tudo o que eu falei é válido, por incrível que pareça! Existem muitos animes que sua mídia original já é o anime propriamente dito (especialidade da GAINAX), onde a criação do mangá é inferior, seja graficamente (o mais comum) ou a falta de dinâmica impressa no anime, que não foi devidamente transportada para o mangá.

Finalizando, isto tudo o que eu descrevi aqui é de opinião pessoal. Conheço pessoas que adoraram fillers que eu achei um absurdo (“renovação de ideias”, eles dizem), ou grandes debates do que é melhor para uma determinada série, seu mangá ou sua animação (como sou purista, geralmente voto na mídia original, mas existem alguns poucos que eu digo o contrário). No fim, o que importa é o que dê mais dinheiro para os produtores. Caso um dia as pessoas parem de assistir os animes ‘adulterados’, o dinheiro da propaganda caia e os produtores vejam que o público quer uma animação fiel, veremos se isto tudo mudará, ou se são as pessoas que preferem mesmo.

Cá vamos nós, com outro post revolta-desabafo. Mas, é a vida, não é mesmo?

Hoje dedico este post aos games em geral, e ao absurdo que é o Brasil nesta área. O Brasil se gaba de sua tecnologia, de seus avanços econômicos, do seu petróleo, da sua facilidade em ter empresas multinacionais aqui, mas todos sabemos que comprar tecnologia no brasil é uma merda.

Comprar uma placa de vídeo no Brasil é um estorvo, principalmente fora de São Paulo. No sencontramos com alfândegas, impostos, pedidos, mercadoria extraviada, entre muitas outras coisas. Pra, no final, descobrirmos que se pagaria mais barato se comprasse em dólar. O que infelizmente não pode ser feito, por causa da frescura brasileira.

Isto se aplica a computadores, monitores, televisões, video-games, telefones, entre muitas outras coisas. A legislação brasileira é a maior culpada, e quando não diretamente (como o impedimento de jogos do iPhone no Brasil), afeta indiretamente, pois as empresas internacionais não estão nem um pouco com saco de ficar driblando as leis brasileiras para tentar vender aqui dentro.

CS Proibido

Counter-Strike proibido: Fruto de um idiota governamental precisando mostrar trabalho. Um dos motivos dos jogos não embarcarem no mercado brasileiro.

Agora entramos, então, na discussão sobre jogos eletrônicos. Aqui a situação está um pouco mais feia que telefones ou peças de computadores. A indústria de jogos eletrônicos está entre as maiores 5 indústrias. Não sabia? 80% dos brasileiros não devem saber, afinal, quando alguém fala “poxa João tem um xbox 360″ todo mundo arregala os olhos. Por que? Porque aqui no Brasil, uma porra de um xbox 360 custa de 1,000 a 2,000 reais. E os jogos? 120 a 180 reais. Mundo afora, o xbox é vendido por 150 dólares. Os jogos custam de 40 a 60 dólares. Além da diferença ululante do salário mínimo americano, que transformando em reais dá quase 10 vezes o valor do mínimo daqui, os preços de jogos e video-games no Brasil são extorquivos.

O motivo real destes preços, infelizmente, é uma junção das dificuldades impostas pelo Brasil e sua ótima agência de censura, e a pirataria no Brasil. Antigamente, tente se lembrar, existia a Sega, a Nintendo, a Sony, etc. Todas tinham fábricas no Brasil, fazendo video-games para nós, a preços relativamente acessíveis. No entanto, o Paraguai conseguiu ganhar um lugar no bolso dos brasileiros, e os piratas começaram a rolar na grana dos outros. As empresas começaram a perder interesse, e acabaram por fechar seus escritórios brasileiros. Sim, todos. O mercado brasileiro foi jogado de lado por causa da falsificação desenfreada, e agora só vemos video-games importados na nossa frente.

E ai? Vai levar, legal? Baratinho baratinho.

E aí? Vai levar, legal? Baratinho baratinho.

Fora da crise brasileira dos jogos, que infelizmente não vai melhorar tão cedo, ainda existe outra guerra: as plataformas. Atualmente, os video-games que combatem pela supremacia são o Xbox360, Playstation 3, Wii, e PC.

O Wii está praticamente fora desta batalha. Ganhando de longe, ele apelou para os jogadores casuais, e vendeu toneladas (o preço baixo também ajudou). No entanto, PC, Xbox e Playstation combatem para mostrarem como são os melhores, no melhor estilo hardcore.

Agora, esta divisão afeta os brasileiros muito mais que o pessoal dos outros países. Cada video-game destes tem títulos exclusivos, franquias e estúdios que só trabalham para uma das fabricantes. Recentemente, está havendo uma maior diversidade disso. Franquias começam a vender para outras fabricantes, desapegando-se de alianças de anos a fio. No entanto, ainda temos várias empresas cabeça-duras, que por preconceito e completa ignorância, preferem não lançar um jogo em uma certa plataforma (pior! que antes suportavam!). Jogos como Gears of War 2, Halo 3 (ambos da Micro$oft, Xbox), entre outros jogos, completamente ignoram as outras plataformas (mesmo tendo lançado antes para PC!), obrigando o jogador a comprar o console específico deles para poder jogar este jogo em questão.

O jogador de PC é o que mais está sofrendo atualmente. Um fã da Sony que compra um Playstation sabe que nunca vai jogar Halo no seu playstation, um fã da M$ com Xbox sabe que não vai jogar Metal Gear Solid. Mas e o jogador de PC? Ele está completamente à mercê desta selva. Claro que existem também jogos de PC exclusivos, mas a maioria deles é de um estilo que jogadores de console não gostam, ou jogam pouco. Já os jogos exclusivos de console apetecem, e muito, jogadores de PC, que tendem a ser mais ecléticos em relação a estilos de jogos.

Tãn-dammmmm. Tpshhh!

Tãn-dammmmm. Tpshhh!

A realidade triste do Brasil neste contexto todo só tende a piorar para nós, jogadores do PC. Além de termos que batalhar com lojas e importadoras por nossas peças para atender aos últimos gráficos, ainda temos o duro trabalho de esperar que um maldito jogo que foi lançado à meses para algum console venha ao PC, o que pode, ou não pode, acontecer. O que nos outros países é uma solução simples (comprar todos ou alguns consoles + um pc decente), no Brasil é inviável para a maior parte da população.

Deixo aqui minha reclamação dos piratas, principais responsáveis pela saída do mercado de jogos do Brasil (não sou hipócrita, eu baixo jogos, mas os compro caso sejam dignos de nota), e, apesar de sempre ter existido, acho uma pena os jogos ainda estarem divididos hoje em dia. O que antes era um problema de incompatibilidade, agora é um problema de capital e concorrência.

E nesta selva toda, lá está o Wii, que assiste a tudo com um sorriso no rosto, a briga eterna dos gamers hardcore.

Para o bom entendimento deste artigo, é importante que o leitor saiba o que é um MMORPG.

Obs.: Este artigo é praticamente um desabafo, então se eu for muito extremo, por favor aguente um pouco!

Jogar RPG pela internet sempre existiu. Qualquer programa de chat podia ser usado para usuários jogarem RPG. No entanto, logo o gênero evoluiu, e começou-se a jogar RPG via um jogo, onde existia um mundo persistente, história própria do cenário, onde você simplesmente era um personagem da história que evoluía. O jogo que popularizou o MMORPG, tanto em gênero como em nome, foi Ultima Online.

Ultima Online foi um jogo que revolucionou o cenário de RPG na internet, por causa de toda sua interatividade, inovação e conteúdo. O jogo não necessitava de um mestre, e dentro do jogo, seu personagem podia fazer uma gama incrível de coisas. Qualquer jogador de Ultima Online irá comentar sobre o jogo com um saudosismo inexistente nos comentários de ex-jogadores de MMORPGs da atualidade. Por que esta diferença? Porque nenhum outro jogo conseguiu marcar tanto quanto Ultima Online.

Ultima Online - Liberdade, skill-based e interpretação.

Ultima Online - Liberdade, skill-based e interpretação.

Após Ultima Online, começou a haver a evolução dos jogos, chegando ao estado que está hoje. No entanto, em muitos conceitos, discordo do termo evolução, preferindo o termo regressão.
Todos os jogadores de MMORPG são familiares com o termo (MMORPG), que significa, traduzido literalmente, Jogo Online Massivo de Interpretação de Personagens, mas a maioria avassaladora dos jogadores não rpesta atenção ao que realmente significa: Uma plataforma online de interação para se jogar RPG. Ultima Online foi criado para ser um cenário gráfico para as pessoas interpretarem seus personagens, e foi um dos pouquíssimos jogos onde a maioria dos jogadores estavam on-character, ou interpretando, a qualquer momento. Ultima Online foi também o jogo com a maior quantidade de servidores, piratas ou não, onde era obrigatório estar on-character a qualquer momento.

Isso que eu chamo de um assassino furtivo!

Isso que eu chamo de um assassino furtivo!

Então começou a corrida do capitalismo: Produtores de jogos perceberam que o mercado para este tipo de jogo multiplayer interativo era muito grande, e começaram a desenvolver dezenas, centenas de jogos ‘MMORPG’. À medida que os jogos eram moldados para atenderem a uma maior gama de público, o fator RPG dos jogos foi caindo drasticamente. Cada vez mais objetivos eram jogados para os jogadores, que deviam seguí-los para avançar no jogo, cada vez mais itens deviam ser coletados, equipamentos melhores sempre disponíveis para seu personagem ficar mais forte e superior aos demais. Jogar um MMORPG se resumia, então, a ter o personagem mais forte, atingir a glória era ter o melhor set de equipamentos, e o RPG foi escanteado.

Um dos aspectos que mais caracteriza o RPG em Ultima Online era o chamado corpse-loot, um termo que significa que se você é morto, você renasce em outro lugar, mas seu corpo permanesce onde você morreu, e quem quiser pode pegar tudo o que você possuía, se você não chegar antes. Isto era um aspecto completamente aceitável em Ultima Online, afinal a maioria reconhecia que em um RPG, isto era normal.
Nos jogos atuais, com os jogadores acostumados e apegados aos seus itens, o corpse-loot é uma prática inconcebível, afinal, como ter um personagem forte sem seus equipamentos? Os MMORPGs atualmente focam em levels e equipamentos, enquanto Ultima Online (e alguns outros poucos), simplesmente não tem level, e os equipamentos dão somente o que equipamentos realmente dão: proteção, e armas, ataques. Os jogos focados em gear tem equipamentos que turbinam tudo no seu personagem, sendo então uma grande perda caso haja corpse-loot.

O sumário deste artigo-desabafo é que os jogos atualmente praticamente não podem ser considerados MMORPG, e sim MMOG (ou Jogos Online Massivos), pois há pouca interpretação (se comparado ao total de jogadores) e surrealidade — se fosse de fato um RPG, você estaria sempre interpretando, a não ser alguns momentos em que precise dar uma declaração como jogador, e não personagem.

Felizmente, para os que ainda querem e gostam de jogar RPG e interpretação, farei uma pequena propaganda de um jogo que promete chegar este ano ainda, completamente subversivo e contra a maré da regressão dos MMORPGs, uma inovação e definitivamente um passo à frente no mercado de MMORPG. Para os interessados, pesquisem um pouco sobre Darkfall.

Aí vamos de novo com uma pitada de censura, um pouco de interesses da mídia e gente ambiciosa: O resultado é dissatisfação dos fãs de verdade, um diretor de anime pedindo demissão e uma nota preta para os produtores! Bravo!

Ok, explicando.

Recentemente eu falei sobre Code Geass, e de todo seu esplendor e magnificência. O anime está atualmente já na segunda temporada(foram 25 episódios da primeira), no episódio 19. O anime continuava muito bom, veja bem, no entanto, alguns buracos e eventos estranhos estavam acontecendo, algo que não aconteceu na primeira temporada. Por mais inexplicável e fantástico que algo tivesse acontecido, em pouco tempo nós iríamos contemplar a genialidade da história e dos acontecimentos. Aquele gosto que só chega pouco depois do susto. Em Code Geass R2 não estava assim. Foi jogada muita ação no anime, o que não era o principal da primeira temporada, e o desenvolvimentos dos personagens foi levemente paralisado, dando atenção às explosões e novos modelos de mecha a cada episódio.

Foi então que há pouco o diretor do anime, Gorō Taniguchi, diretor de muito prestígio, anunciou uma conferência para explicar o que estava acontecendo. Revoltado, Taniguchi afirmou que a segunda temporada de Code Geass, como ele havia planejado, iria ser bem diferente da que estamos vendo agora (!). A razão que ele deu para esta afirmação foi a mudança de horário de exibição de Code Geass no Japão: Havia mudado de Sexta-feira, 19h, para Sábado, 17h.

Pode-se pensar que uma mudança deste tamanho não influenciariam em muito, no entanto, foi um golpe no roteiro de Taniguchi. Tudo o que ele havia planejado foi jogado praticamente no lixo, sob razões de que não eram adequados ao “horário nobre” ao qual o anime agora estava sendo exibido. Foi pedido um novo roteiro, às pressas, pois ele não sabia da mudança de horário, para agradar aos executivos da companhia. Esta mudança serviu para aumentar o público geral do anime, englobando uma faixa mais nova de idade, pelo horário e dia, e, para fixar este público, mudanças na trama deviam ser feitas(além da remoção dos fatores que violavam a censura).

Após este evento, Taniguchi especulou que talvez saísse deste tipo de indústria, se dedicando à outras animações.

Desde o primeiro jogo onde se existia algum tipo de pontuação, existe a divisão dos jogadores aficionados, que passavam horas a fio pendurados jogando(os “Hardcore Gamers”); E os jogadores que podiam até ter um video-game, mas que jogavam esporadicamente, sempre em um nível relativamente abaixo dos Hardcores(os “Casual Gamers”). Quase todas as produtoras, empresas, desenvolvedores, etc de hoje em dia, quando vão fazer um jogo, pensam com um peso substancial: “Este jogo vai ser para Hardcore ou Casual gamers?”.

Por muito tempo foi assim, os jogos épicos, longos e imersivos eram todos Hardcore, enquanto os ‘joguinhos’ bobinhos, leves, no entanto recompensantes em sua maneira de ser(do estilo Harvest Moon), eram os ‘casuais’. Em Harvest Moon(em TODOS), você é um sujeito que de alguma maneira(sempre diferentes), acaba herdando uma fazenda(quase sempre) em Mineral Town. A fazenda, abandonada por um tempo, está cheia de pedras, galhos, grama, etc, e você agora começa a cuidar da fazenda. Em grande parte dos jogos, você pode passear pela cidade, fazer um monte de coisas, casar com uma das meninas(alguns jogos você pode ser uma menina e casar com meninos). Você pode vender legumes, leite de vaca, ovos de galinhas, lã de ovelhas, mel de abelha, etc etc. Um jogo a primeira vista muito simples  repetitivo, no entanto, se você quer ser bem sucedido, e rápido, estratégia tem que ser empregada, saber o que plantar, quando, escolher vender uma vaca ou não, entre outras coisas.

Hardcore

Bem, esse aí não dá pra negar que é Hardcore

Normalmente, os jogos casuais possuem controles fáceis, rápidos de aprender, uma jogabilidade intuitiva, enquanto os harcore possuem listas de comandos e realidade ao máximo, onde você precisa de muito tempo para jogar no nivel profissional e competir entre os melhores, coisa que os casuais não se preocupam muito em fazer. Jogos casuais são aqueles onde você joga quando está sem nada para fazer, para se acalmar do stress do dia, entre outras coisas.

No entanto, a linha entre “Hardcore” e “Casual” está cada vez mais ficando tênue e fina, misturando conceitos de ambos e criando uma classe de jogador que não se enquadra em nenhuma. Os jogos cada vez mais querem atrair ambas as audiências, criando jogos que atendam a ambas as necessidades, misturando contextos e jogabilidades diversas, uma tarefa cansativa, mas crucial para os produtores nessa época de jogos sendo produzidos para as massas. Mas mesmo com jogos cada vez mais sendo jogados por tipos de pessoas diferentes, ainda sente-se a pressão da categorização do perfil do jogador, e por vezes dos jogos.

Por exemplo, um sujeito que goste de jogos, e joga os jogos ‘hardcore’, mas não tem horas a fio para ficar jogando. Ele joga na medida do possível, aproveita o jogo e se diverte, o que é a proposta dos jogos. No entanto, esse mesmo sujeito, enquanto está transitando entre lugares(um ônibus, por exemplo), tire seu console portátil do bolso, ligue Harvest Moon e jogue pelo tempo que puder. Ele se diverte também, enquanto acumula horas de jogo(provavelmente mais do que o jogo ‘hardcore), conseguindo uma fazenda altamente produtiva, que muitos hardcore gamers nem se dariam ao trabalho, e que se impressionariam com o tamanho da fazenda, o formato da plantação, a quantidade de animais felizes e produtivos, entre outras coisas.

Jogo casual, jogador (possivelmente) hardcore?

Harvest Moon: Jogo casual, jogador (possivelmente) hardcore?

Este jovem-exemplo é mais comum do que se imagina, deixando muito obscuro onde termina um casual e onde começa um hardcore. Afinal, onde ele se encaixaria?

A censura é uma arma governamental poderosa, sempre polêmica. Principalmente quando ela se trata de jogos, trailers de jogos, propagandas de jogos, isso de jogos, aquilo de jogos, etc etc.

No entanto, não há razão para tanto preconceito no quesito de jogos. Já existem inúmeras evidências cientificamente provadas e documentadas, que um jogo eletrônico não estimula violência, roubo, preconceito, entre outras coisas. É o mesmo que dizer que RPG incentia rituais de magia negra! E olha que a mídia adora falar de RPG e jogos, simplesmente porque o país é cheio de gente com conceitos antiquados e preconceituosos. Jogos e RPG só fazem mal para pessoas que tem problemas mentais de psicose, ou algo parecido.

Imagem típica de um jogador de video-game

Eu até me lembro de uma das pesquisas totalmente parciais contra video-games. Foram selecionados um bando de pirralhos de 10 anos, e cada um ficou jogando por meia hora, ou Street Fighter, ou Pitfall(aquele de atari que você fica pulando corda pra escapar de jacarés). Imediatamente depois levaram todos os pirralhos para uma sala enorme, cheia de  joão-bobos e cordas penduradas sobre piscinas de bolinhas. Foi então observado que a maioria dos garotos que jogou street fighter estava socando joão-bobos, e a maioria dos que jogaram pitfall estavam brincando de tarzan. Conclusão: Jogos de luta desenvolvem comportamento violento na formação da criança.

Uau, realmente uma influência que vai tornar o moleque um assaltante violento queimador de índios, só porque ele joga Street Fighter. O que dizer então da criação, ambiente social, educação, Televisão e Filmes?

Por que GTA4 recebeu o selo de 18+ na censura? Vamos lá: Violência animada, Sangue, Linguagem chula.
Não que eu discorde, acho que GTA4 realmente é violento. Mas então vamos ver como fica a censura dos filmes:
O novo filme do Batman recebeu censura de 12 anos. Qualquer um que viu o filme diria que a censura está muito baixa. O que tem dizendo sobre a censura de Batman: Violência, Linguagem chula. No filme ainda exsite tortura, terrorismo, entre outras coisas violentas também. Não digo que Batman deveria ser 18 anos, mas obviamente não está para 12 anos.

Enfiar um lápis no olho de alguém não influencia uma criança a fazer maldades. Roubar um carro num jogo, sim?

O que dá motivo para essa discrepância na censura de jogos e filmes, nós seres mortais nunca descobriremos. DInheiro? Provável. Preconceito? Também provável. Mas, mais que tudo, acho que homens de posição, que nunca jogaram um CS numa lan house, quando vão buscar o filho na lan house e presenciam o próprio filho gritando “VAI! DÁ UM HEADSHOT NESSE PUTO! MATA!”, é o mesmo homem que escreve uma lei querendo proibir CS, como aconteceu recentemente.

Uma perspectiva triste, onde a ignorância, mais uma vez, restringe a liberdade do público.

Como primeiro post, óbvio que tive que fazer um anime review, seguido de uma discussão.

Devo deixar claro minha surpresa, admiração e estupefação com um anime que estou assistindo no momento: Code Geass. Sei que é um anime não tão novo(ok, a segunda temporada ainda está saindo, mas a primeira tem um tempinho), mas a história, fluidez, desenvolvimento de personagens, gráficos, enfim, tudo na história é surpreendente, fazendo com que no fim de cada capítulo você imediatamente começa a assistir o próximo, até chegar no infeliz inconveniente de alcançar o andamento do anime, ou de chegar na barreira do final.

A história se passa em 2016(se não me engano), Uma das três nações-potência da época, Britannia, começa uma campanha expansionista, capturando muitos territórios, e reduzindo as nações conquistadas em áreas de retenção, dando número para identificá-las. Uma dessas áreas foi o Japão, intitulado Area 11, e seus habitantes, Elevens(ou onzenses, em uma tradução literal). O personagem principal, Lelouch Lamperlouge, é um adolescente que atende uma escola da Britannia em Area 11. Na verdade, ele é  Lelouch vi Britannia, o 16º príncipe(por aí), herdeiro do trono. No entanto, circunstâncias fizeram ele abandonar a corte e viver sob o pseudônimo de Lamperlouge, morando na Academia Ashford, a escola que ele atende. Com ele está também sua irmã, Nannaly, cega e incapaz de andar.

Lelouch & C.C.

Lelouch & C.C.

Um dia Lelouch encontra uma garota estranha, intitulada C.C, durante um ataque terrorista, e ganha o poder da obediência completa. A partir deste dia, Lelouch começa uma saga épica para conquistar o mundo, e torná-lo um lugar próspero para sua irmã viver decentemente nele.

Cheio de tramas, acontecimentos inesperados e uma dose cavalar de ação inteligente e estratégias em tempo real, Code Geass consegue prender a atenção, e emocionar os mais empolgados. A atenção aos detalhes é tanta que a raiva, compaixão, superioridade e aflição de Lelouch passam diretamente para o espectador, tornando-se uma série extremamente imersiva.

Agora, por que decidi falar sobre Code Geass, e não qualquer outro anime fantástico que eu tenha visto? Porque Code Geass, assim como outros títulos(Tengen Toppa Gurren Lagann, Macross, entre outros), contém como uma característica adicional a presença de mechas(robôs humanóides de tamanho enorme, controlados interna ou externamente por pessoas/máquinas), como a principal forma de força militar.

Nada errado até aí, no entanto, o gênero mecha é de um nicho muito específico, que gera quase sempre uma aversão total, ou uma paixão total. É muito difícil encontrar uma pessoa que goste “mais ou menos” de mecha. Por outro lado, são os que mais tem fãs aficionados que compram muitas unidades de garage kits. Isto dificulta o acesso de bons animes, que não são intitulados “mecha”, mas possuem mechas como uma parte significativa do anime(em Code Geass, os mechas, ou Knightmares, como são chamados, são a bênção e a maldição de Lelouch, que só consegue usar seu poder com contato visual direto. No entanto, estratégia usando os Knightmares são essenciais para a vitória dele).

Knightmare "Lancelot"

Knightmare "Lancelot"

O gênero mecha tem em muito incrustrado a idéia de ser um anime onde só existem robôs, e a cada episódio é uma luta nova, e fica-se repetindo isso até o final do anime, mas os novos “animes mecha”, como insistem em chamar, somente usam uma pitada de mecha para ainda melhorar a qualidade da história, seus personagens, entre muitas outras coisas.

Finalizando, para os que possuem preconceito com “animes mecha”, suportem um pouco este preconceito e dêem um pouco de espaço para os novos animes que estão surgindo. De uma vez por todas, estão acertando nesse “novo” gênero de mechas!

Agradeço qualquer comentários, e sejam oficialmente bem-vindos ^^

Primeiramente, bem-vindos a este blog.

Um pequeno post de apresentação para explicar sobre o que este blog de nome peculiar se trata, e esperando que voltem periodicamente e aproveitem os posts do mesmo jeito que gosto de escrevê-los.

Nestes posts que se seguirão, irei publicar meus pensamentos sobre diversos assuntos, mas devo dizer que grande parte deles serão sobre jogos, animes e novidades da tecnologia atual. No entanto, meus devaneios mentais são constantes, e subitamente os posts podem dar uma guinada em uma direção perdida e deixarem o blog temporariamente sem um nexo de assuntos. Ótimo.

Então, muito obrigado novamente, espero vê-los por aqui em breve ^^

 

Pedro “anarki” Willadino

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